quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Passeio de Bike

Todos os finais de semana, recebo o inevitável convite para um passeio de bicicleta. Adoro pedalar, mas minhas pedaladas limitam-se a algumas voltas pelo parque Vila Lobos, com uma bicicleta alugada.

Acontece que a moda agora são as ciclofaixas. Espaços que funcionam aos domingos em algumas avenidas da cidade de São Paulo, alem da ciclovia que foi construída as margens do rio Tietê  para estimular o exercício, o passeio em família e até mesmo os treinos aos ciclistas mais frequentes e profissionais.

Então, depois de algumas recusas, por diversos motivos, ora ocupada com alguma coisa em casa, ora por conta de algum compromisso, a verdade é que nunca consegui acompanhar meus filhos e marido neste passeio.

Finalmente depois de uma tentativa frustrada, este final de semana me comprometi de verdade!! Sim, vamos levantar bem cedo e vamos pedalar neste domingo. 

E assim foi feito. Levantei cedo, preparei um café gostoso, pão fresco a mesa, tudo feito com o cuidado necessário aos atletas: Carboidratos, proteínas, açúcar moderado.

Filtro solar no rosto e braços, e claro jamais sairia de casa sem rímel e batom (com filtro solar, para não ressecar os lábios).

Saímos de bicicleta, já de casa mesmo. Nossa!!! Toda feliz, me sentindo...ahh nem sei descrever a sensação. O circuito é relativamente longo, para quem nunca ousou fazer. 

Mas eu estava corajosa, confiante...posso até mencionar ansiosa, por conhecer meus limites nesta empreitada.

Primeira jornada, cumprida, chegamos ao parque Villa Lobos, local onde eu iria regular o banco (ah, esqueci de mencionar que fui com a "bike" do meu filhote, que decidiu não ir neste dia), na altura recomendada.

Regulagem feita, próxima etapa, finalizar a ciclofaixa, e chegar a ciclovia.

Maravilha!!! Estou conseguindo. Apesar do calorzinho, ainda me mantenho inteira, graças a Deus o rímel é a prova d 'água! O batom ainda intacto... já as costas, sinalizavam algum... desconforto. Mas, ainda firme, segui em frente. 

Depois de entrar num imenso "caracol" que  após percorrê-lo todo, ai sim com a bicicleta em punho, chegamos a ciclovia finalmente!!!

Paradinha para beber água, e aí o batom já não estava mais intacto. Bom, nada assim de tão trágico, afinal.

Começamos a pedalar efetivamente na ciclovia. A princípio, o cheiro do rio veio forte. Me fez pensar, como pudemos deixar isso acontecer. Como não cuidamos dele? E continuamos poluindo, sem dó. Mas esse é um assunto para outra hora.

Conforme ia pedalando, me surpreendi com o que encontrava pelo caminho. Sim, o rio esta morto! Mas suas margens, ah! Estas estão completamente vivas! Encontrei flores, muitas. De diversas cores e formas.

Rasteiras, ou mesmo moitas lindas floridas. Coqueiros, como se estivesse a beira da praia!  Obviamente já sentia muitas dores...nas partes baixas, se é que me entendem. Felizmente os músculos das pernas estão preservados. Obrigada pelas aulas de Jazz, fight, essence e etc. Nesta hora realmente pude ver que fizeram um grande efeito!

Parei para fotos e também para aliviar um pouco a...as partes.

Já estava próximo ao Shopping Eldorado. Então meu marido me estimulou a irmos até a usina de  Traição, que tem uma paisagem bonita e todo o maquinário da usina. Mais uma paradinha, para água.

Agora, é a hora da verdade! A hora da volta! Será que vou suportar? Difícil, pois neste momento eu pensava, qual o  motivo pelo qual as bicicletas não tem um banco confortável e macio, feito com plumas de ganso? Melhor nem divagar sobre o assunto ou as conclusões podem ser desastrosas. 

Me mantive firme, apesar da dor. As pedaladas agora, não eram tão rápidas. A posição se alternava entre a "banda direita" e a "banda esquerda", e honestamente, eu já nem sabia mais que banda era qual, de tão amortecida. Ai! Lembrar dói.

Vi até beija-flor, as margens, o que me distraiu alguns segundos da dor e desconforto. Final da ciclovia e de volta ao caracol (agora uma subida, que inferno!), para chegar a ciclofaixa. Ai minha "ciclobunda"!

Pedala, pedala e nunca chega. Acho que me equivoquei, devo morar na Austrália, de tão longe!

NO final, a dor me exigiu que saltasse um pouco da bicicleta, e andamos umas duas quadras, empurrando.

Acabamos o passeio, devidamente montados nas respectivas bicicletas. Descobri que o rímel é a prova d'água sim. Mas é a prova de água fria,e sua remoção é feita com água morna. Suor, é morno e toda minha produção para esse evento tão saudável acabou sim, com as partes doloridas (muito doloridas), o rímel desmoronado, o batom comido, os cabelos desgrenhados, mas a sensação indescritível por ter conseguido, e por ter visto as margens vivas que vi, valeram toda dor (que ainda habita em mim). Foi muito maior do que qualquer outra experiência de testar limites. Foi um prazer.

Beijos.